Blog

Saiba como foi a palestra “Marketing do Futuro: como entrar na cabeça do consumidor”, com Fernando Kimura

O grande Fernando Kimura já entra no palco do RD On The Road Curitiba 2017 animando a galera. Com muito bom humor, uma expertise monstra e o total domínio sobre o que fala, Kimura explica que as marcas – principalmente as grandes – já usam dos gatilhos do nosso cérebro para entrar em nossas cabeças.

A MONGA

Ele já começa fazendo uma analogia sobre a vez que viu a monga, a mulher que vira gorila e assusta as crianças em parques de diversão. Diz isso porque as memórias fazem grande parte da nossa associação e preferência por tudo, e permanecem no nosso cérebro como lembranças de um dia no parque, quando éramos crianças.Essas memórias são construídas de duas maneiras: emoção – como no caso da monga – e repetição. No primeiro, também podemos usar a Coca-Cola e suas propagandas emotivas como exemplo. Segundo Kimura, a Coca-Cola está presente em nossas vidas mais do que alguns primos nossos. E é verdade. Já no caso de memória de repetição, a Brastemp é um excelente exemplo com o “assim uma Brastemp”. Alguns outros bons exemplos de repetição são slogans de sucesso como o do Extra (“Mais barato, mais barato, Extra!”) e Pi-ra-can-ju-ba!

O DESEJO E A AVERSÃO

Essas duas características, o desejo e a aversão geram uma altíssima reatividade no cérebro. Chama a nossa atenção imediatamente e marcas que usam deste método se beneficiam. Você consegue dizer qual a sensação que sua marca promove nos clientes? Essa foi a questão que o Fernando deixou para pensarmos.

VALORES INCONSCIENTES

Temos algumas regras do nosso inconsciente. Por exemplo, quando nossa marca coloca um vídeo no YouTube, temos cerca de 3 segundos para chamar a atenção.

Queremos criar um enxoval para o nosso bebê das marcas mais caras, com tudo comprado no exterior. Por qual motivo? Porque nós não usamos tais marcas quando éramos bebês. Essa vontade ficou no nosso inconsciente.

“Aprender o que tem que fazer é fácil, difícil é aprender o que não fazer.” – Fernando Kimura sobre sua experiência de trabalho na Oracle.

SOCIAL ENGAGEMENT

Gostamos de nos relacionar com pessoas transparentes e que não sejam arrogantes, e com as marcas isso não é diferente. Portanto, mais do que nunca elas precisam estar atentas em como passam sua mensagem, até porque existem várias redes onde o diálogo pode mudar.

Kimura diz que precisamos ter um olhar mitológico sobre o consumo e o comportamento do consumidor. Quais as explicações antropológicas, biológicas filosóficas e psicológicas? Por que as pessoas compram um sapato Hermès de R$5 mil? A marca demonstra poder, e se você possui um sapato dela, o poder passa para você.

As marcas precisam passar esse poder, como a Volkswagen que dizia que você pode parar seu carro em qualquer lugar e ele será consertado, isso afeta a cabeça e motiva a compra.

Precisamos trabalhar com esses mitos, saber que a marca tem uma imagem e que as pessoas compram por um motivo. Compram Apple porque é caro e promove status. Algumas deixam de comprar Microsoft porque a famosa tela azul vem na cabeça.

6 ESTÍMULOS PARA ATINGIR O INCONSCIENTE

O cérebro precisa de contraste, mostrar o antes e o depois de ter um produto, o que você era antes de ter um carrão e o que você é agora, quando chega com ele onde quiser. No mercado corporativo pode ser um case.

Precisa de começo e fim. Séries tem isso, e alguns produtos como Norton Antivírus (2015, 2016, 2017…) também possuem. O cérebro se deixa enganar por fins que não existem, como foi o caso do Norton.

Visual. A embalagem é importante e pode vender por si só.

Emocional. Se gera emoção, você compra. Seja medo, segurança (comprar seguros), felicidade por inclusão (ter um celular com WhatsApp). As pessoas compram por conquista. Compram por necessidade (roupas de frio e calor), desejo(ter um carro como um Tesla), status, prazer(pão do outback), inveja. Emoção, um show por exemplo.

Compram por experiência. Ir no play center e ver a monga é “customer experience”.

Inveja vende? Fernando mostrou o comercial da tesoura do Mickey em que o menino fica repetindo: “eu tenho, você não tem”, um clássico da propaganda.

LUXO MODERNO, LUXO CLÁSSICO E MANADA

O cérebro também associa cores. O luxo moderno na maioria das vezes usa o escuro e o luxo clássico usa texturas, como o Palácio de Buckingham.
No efeito manada, o cérebro age inconscientemente. Se alguém compra algo, outra pessoa vai querer também.

Todas essas sensações, alegrias e tudo o que o cérebro sente deve ser colocado em uso. Uma palestra consciente que explora o inconsciente e o poder do cérebro. Formidável!